Bomba. Bomba. Os assassinos do delegado podem ser policiais da PM

 

Bomba. Bomba. Os assassinos do delegado podem ser policiais da PM

Novas linhas de investigação apontam que ao menos dois policiais militares podem ter ligação com o imóvel usado como QG .

Por Mário Marcovicchio

SAMPA, Centro Histórico da Cidade de SP, Sexta-Feira, 19 de Setembro de 2025.

A investigação que já mobiliza delegacias, corregedoria e Ministério Público ganhou nesta semana um novo e inquietante capítulo: há fortes indícios de que policiais militares possam estar envolvidos, direta ou indiretamente, na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Fontes oficiais ainda não divulgaram nomes — mas a linha investigativa que liga a execução a um imóvel usado como ponto de apoio (um “QG”) em Praia Grande acendeu sinais de alerta sobre a eventual participação de membros da PM.

As informações preliminares, obtidas a partir das apurações em curso, mostram uma cena de apoio logístico estruturado: um imóvel registrado em nome do irmão de um policial militar foi identificado como base de operações dos suspeitos. No local foram coletadas dezenas de impressões digitais — ao menos 40 — entre as quais constariam as digitais do policial e do irmão proprietário do imóvel. A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo já abriu procedimento para apurar a conduta do PM relacionado ao caso.

Importante: nada disso constitui, até agora, condenação ou acusação formal contra qualquer policial. São indícios e provas em exame — que podem confirmar ou afastar responsabilidades. A reportagem traz as linhas principais da investigação e o que ainda precisa ser esclarecido.

O que se sabe até aqui

  • Imóvel-QG: residência localizada no bairro Jardim Imperador, em Praia Grande, apontada como ponto de apoio logístico dos suspeitos. O endereço está em nome do irmão de um policial militar.
  • Impressões digitais: perícia identificou no local cerca de 40 impressões digitais, entre elas as de um PM e de seu parente.
  • Corregedoria da PM: a corregedoria instaurou procedimento para apurar a conduta do militar e sua relação com o imóvel e os suspeitos.
  • Linhas de investigação: autoridades trabalham com hipóteses diversas — facções criminosas (PCC), máfias locais e possível participação de PMs afastados por retaliação a medidas do ex-delegado.
  • Ausência de nomes oficiais: até o momento, não foram divulgados nomes de policiais investigados.

Por que a hipótese da PM preocupa

  1. Capacidade logística e acesso a informações — policiais, quando envolvidos, podem facilitar deslocamentos, fornecer informações ou dar suporte a redes criminosas.
  2. Quebra de confiança pública — a possibilidade de agentes do Estado participarem de uma execução abala a credibilidade das instituições de segurança.
  3. Risco de contaminação das provas — quando membros da corporação são investigados, há preocupação redobrada em evitar interferências.

Linha do tempo

  • 15/09/2025 — execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes em Praia Grande.
  • Dias seguintes — buscas e perícias iniciais.
  • Identificação do imóvel-QG — residência em Jardim Imperador é apontada como base dos suspeitos.
  • Coleta de digitais — perícia encontra cerca de 40 impressões digitais, inclusive de um PM e de seu irmão.
  • Corregedoria instaura apuração — procedimento administrativo é aberto para investigar o policial ligado ao imóvel.
  • Investigações seguem em andamento — DHPP, Ministério Público e corregedoria conduzem novas diligências.

O que ainda precisa ser esclarecido

  • Qual é o vínculo entre os suspeitos e o policial cujo irmão é dono do imóvel?
  • As digitais implicam presença no planejamento/execução ou apenas passagem anterior?
  • Há registros de comunicações entre suspeitos e membros da corporação?
  • Houve uso de equipamentos ou facilitação logística por agentes públicos?
  • Existe motivação de retaliação por decisões administrativas tomadas por Ruy Ferraz Fontes?

Conclusão

A investigação ganhou contornos ainda mais graves com a possibilidade de ligação de policiais militares ao QG usado por suspeitos da execução. Se confirmada, essa hipótese pode reconfigurar todo o entendimento sobre motivações e redes responsáveis pelo crime. Por enquanto, são indícios em apuração — que podem levar à verdade ou se perder em rumores. A sociedade exige respostas rápidas, claras e transparentes.

Apoio:

Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China;

APECC – Associação Paulista de Empreendedores;

Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil;

Calabria – Oportunidades de Negócios Imobiliários;

Advocacia Marcovicchio – Direito Civil, Comercial, Empresarial, Fiscal, Público, Tributário, Criminal e Internacional;

LitPro Digital.

Jornal25News – Independente

 

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