Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 23 de outubro de 2026.
Ver um condenado que já havia tirado a vida de uma mulher voltar às ruas por brechas de progressão de regime e, dez anos depois, repetir o mesmo roteiro de sangue e covardia contra uma nova vítima não é apenas uma tragédia: é o atestado de falência de um sistema penal que solta assassinos reincidentes para destruir mais lares indefesos.
A Polícia Civil de São Paulo formalizou o cumprimento do mandado de prisão preventiva contra Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos. Ele é acusado do brutal feminicídio de sua esposa, Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, morta com múltiplos golpes de faca dentro da residência onde moravam, no bairro Parque da Cidadania, na Zona Norte de São José do Rio Preto, importante polo do interior paulista. O suspeito, que estava foragido desde o momento do crime, apresentou-se às autoridades policiais no final da tarde de quinta-feira (22), após cerco de buscas coordenado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A ENGRENAGEM DO FATO: O assassinato ocorreu na tarde de quarta-feira (21). Segundo os autos da investigação, uma discussão doméstica iniciada no interior do imóvel culminou em agressões violentas. Armado com uma faca, o agressor desferiu diversos golpes contra Elizângela, que não teve chances de defesa. O requinte de barbárie ganhou contornos ainda mais dramáticos pelo fato de o ataque ter sido presenciado diretamente pela filha da vítima, uma adolescente de 15 anos, que presenciou o desespero da mãe antes de o criminoso fugir do local em desabalada carreira.
Após o acionamento do socorro médico, que apenas pôde constatar o óbito na residência, a Polícia Civil instaurou inquérito imediato e representou pela prisão preventiva do agressor junto à Vara do Júri de São José do Rio Preto. Schnornberger permaneceu escondido na região metropolitana local por mais de 24 horas, chegando a se refugiar em município vizinho antes de comparecer com advogado à delegacia para evitar o flagrante contínuo. Em seu interrogatório formal na DDM, o suspeito tentou sustentar uma versão de legítima defesa acidental, alegando ciúmes e atrito mútuo — exatamente o mesmo argumento que utilizou perante o Tribunal do Júri anos atrás, quando assassinou sua então namorada.
VOZES E ANÁLISE: A repetição do padrão chocou os policiais civis e a comunidade jurídica da região noroeste do estado. Schnornberger havia sido condenado anteriormente a 25 anos de reclusão pelo assassinato da ex-namorada em 2016. Após cumprir apenas uma fração da condenação em regime fechado,
obteve progressão para o livramento condicional e circulava em liberdade. “A narrativa de legítima defesa apresentada agora é uma cópia descarada da tese rejeitada pelo júri no primeiro crime. Estamos diante de um perfil de violência reiterada contra a mulher, onde a incapacidade de aceitar limites é mascarada por discursos cínicos de descontrole emocional”, apontam policiais civis e delegadas que acompanham o caso.
Vizinhos e parentes de Elizângela manifestaram revolta absoluta com a liberdade concedida a alguém com histórico de violência homicida comprovada. Representantes de entidades de acolhimento e proteção à mulher ressaltam que o caso expõe a vulnerabilidade das vítimas diante de agressores com condenações pretéritas que não passam por avaliações criminológicas aprofundadas antes da soltura. A defesa do acusado declarou nos autos que ele se colocou à disposição das autoridades e que responderá aos termos do processo perante o Judiciário.
DADOS OFICIAIS:
Vítima: Elizângela Aparecida Matheus, 51 anos, morta a golpes de faca.
Acusado: Hiago Moreira Schnornberger, 32 anos, capturado sob mandado de prisão preventiva.
Local do Crime: Residência do casal no bairro Parque da Cidadania, São José do Rio Preto (SP).
Data dos Fatos: Homicídio praticado na tarde de quarta-feira (21 de outubro de 2026); prisão formalizada no fim da tarde de quinta-feira (22 de outubro de 2026).
Agravante Testemunhal: O crime foi consumado na presença da filha da vítima, menor de 15 anos de idade.
Histórico Criminal: O acusado já havia sido condenado a 25 anos de prisão por assassinar outra companheira em 2016, cumprindo cerca de 10 anos antes de receber liberdade condicional.
Enquadramento Penal: Homicídio qualificado por feminicídio (motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e razões da condição de sexo feminino), cumulado com a causa de aumento de pena por ter sido cometido na presença de descendente (Artigo 121, § 2º, VI e § 7º, III do Código Penal).
Impacto Social: O caso reacende a indignação popular contra a progressão facilitada de pena para condenados por crimes hediondos contra a vida de mulheres.
O RIGOR DA LEI: Quem tira a vida de uma mulher e depois tenta transformar a própria covardia em pose de vítima não merece complacência do Estado. A sociedade de bem não suporta mais ver a vida de mulheres honestas e trabalhadoras ser tratada com a frieza de estatística por bandidos que entram e saem de presídios como se cumprissem formalidades banais.
O rigor da lei precisa cair com peso implacável sobre esse indivíduo: júri popular imediato, condenação em regime fechado na capacidade máxima e sem qualquer direito a saidinhas ou benefícios antecipados. Quem já carregava nas costas a morte de uma ex-companheira e repete a atrocidade dentro de outro lar provou que é incompatível com o convívio em sociedade. A memória de Elizângela e a proteção de tantas outras mulheres exigem que a Justiça paulista tranque esse assassino atrás das grades de onde ele jamais deveria ter saído.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a Justiça brasileira deve proibir em definitivo a liberdade condicional e qualquer benefício de soltura para condenados por assassinato e feminicídio, ou o sistema continuará abrindo brechas para a repetição de tragédias contra as mulheres?

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
Quer saber tudo em tempo real?
Curta nossa página no Facebook.
Siga o Jornal25News no Instagram.
Acompanhe nossas notícias no X (Twitter).
Compartilhe esta homenagem com seus amigos e familiares.
Assista ao nosso canal no YouTube: 25NEWS-BRAZIL, com notícias, entrevistas e análises exclusivas.
Jornal25News – Independente (igual a você)
A voz que não se cala. A notícia que não se vende.
Jornalismo com Responsabilidade Social.

