Na zona norte de SP, no CEU Parque Novo Mundo, um espaço que antes era “seco, sem vida e sem luz” hoje respira verde 

 


Na zona norte de SP, no CEU Parque Novo Mundo, um espaço que antes era “seco, sem vida e sem luz” hoje respira verde

 


Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Quarta-feira, 24 de Setembro de 2025
Por Creta Chiurco – Jornal25News – Independente

SP que cada vez cresce mais para o alto, levando as pessoas para o céu, envolta de solidão e cinza dos prédios, onde se respira a poluição do caos urbano nas ruas e avenidas. Um sol de esperança brilha lá da zona norte, onde moradores transformaram um espaço árido em minifloresta, cultivando vida, sombra e futuro. Entre raízes que brotam e crianças que aprendem, a comunidade do Parque Novo Mundo mostra que é possível resistir ao cinza plantando verde, e que a natureza ainda é a melhor resposta ao concreto e a vida.

Uma floresta que nasceu do mutirão

No CEU Parque Novo Mundo, quase cem espécies de árvores da Mata Atlântica foram plantadas em mutirão promovido pela ONG Formigas-de-Embaúba, liderada por Rafael Ribeiro e Sheila Ceccon, finalista do Prêmio Empreendedor Social 2025 na categoria Soluções que Inspiram.

A assistente social e ativista de direitos humanos Selma Ferreira, 58 anos, participou ativamente da transformação. Ela mobilizou idosas que viviam sozinhas para integrarem a ação, junto com crianças e jovens da escola local. “Podemos respirar melhor, sentir o frescor e o cheiro do mato. Isso melhora a saúde mental e traz qualidade de vida”, afirma.

História de vida e resistência

Selma chegou a São Paulo ainda criança, após os pais, sindicalistas no Ceará, serem presos durante a ditadura militar. Criada em uma casa de freiras, cresceu no bairro do Parque Novo Mundo, onde construiu família e se dedicou a projetos sociais. Hoje, lidera o Projeto Atuar, atuando em cidadania e convivência comunitária.

Para ela, a minifloresta é mais que um espaço verde: é um refúgio espiritual e emocional. “Quando eu quero me resgatar, eu fico na mata e saio fortalecida pela natureza e com ânimo para recomeçar”, diz.

Educação e futuro

As crianças do bairro já aprendem desde cedo o valor do contato com a terra. Plantam, regam, colhem ervas e se encantam com a biodiversidade. A floresta, além de melhorar o ar e oferecer sombra, se tornou também uma sala de aula a céu aberto.

“É lindo ver as novas gerações se conectando com a natureza. Essa floresta é vida e esperança. Ela nos ensina que cuidar do verde é cuidar da gente mesmo”, conclui Selma.


Nota da Redação: Reportagens como esta nos mostram o verdadeiro papel do jornalismo: inspirar e valorizar iniciativas que elevam o bem comum, lembrando que o futuro só será sustentável se for coletivo.


Apoio:
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