Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 16 de setembro de 2026
Você que vai ao supermercado e cansa de ver denúncias de azeites batizados, misturados com óleo vegetal e vendidos a preço de ouro na gôndola, sabe a indignação que é pagar caro por gato no lugar de lebre. No entanto, enquanto a pirataria alimentar tenta enganar o consumidor paulistano, o campo brasileiro prova que tem capacidade técnica e solo fértil para desbancar as maiores potências mundiais no produto mais exigente do planeta.
Em uma decisão unânime e sem precedentes na história da olivicultura global, o azeite extravirgem brasileiro atingiu a perfeição técnica ao cravar a nota 100 de 100 possíveis em um dos mais tradicionais e rigorosos paladares do continente europeu.
A ENGRENAGEM DO FATO: A consagração ocorreu durante a edição 2026 do European International Olive Oil Competition (EIOOC), realizada no histórico Château de Bossey, em Genebra, na Suíça. O grande campeão foi o monovarietal Frantoio, colhido e extraído artesanalmente na Fazenda Estância das Oliveiras, localizada no município de Viamão, no Rio Grande do Sul.
O concurso reuniu mais de 200 das mais conceituadas marcas internacionais vindas de centros hegemônicos como Espanha, Itália, Grécia, Turquia e França. Avaliados em rigoroso teste às cegas por um painel de jurados e sommeliers internacionais de múltiplos países, cada frasco passou por baterias olfativas e gustativas milimetricamente calculadas.
Pela primeira vez na trajetória do certame internacional, todos os jurados concederam nota máxima, atestando zero defeito sensorial, acidez ínfima e uma complexidade aromática que combinou frescor herbáceo com picância equilibrada. O exemplar brasileiro recebeu o cobiçado título de Best in Show, tornando-se oficialmente a maior pontuação global já registrada na competição suíça.
VOZES E ANÁLISE: Para os mestres de lagar e produtores da fazenda, o resultado representa uma quebra de paradigmas: “Alcançar 100 pontos de forma unânime é atingir a perfeição em estado líquido.
Mostra que o terroir brasileiro e a precisão do nosso manejo não devem absolutamente nada aos produtores centenários do Mediterrâneo”, destacam os responsáveis pelo rótulo.
Sob a ótica do mercado e dos órgãos de defesa do consumidor, a vitória traz à tona um contrastegritante com a rotina dos lares paulistanos. Especialistas em segurança alimentar e direito do consumidor pontuam que o Brasil demonstra excelência em suas fazendas, mas sofre com uma enxurrada de rótulos fraudulentos importados ou envasados sem fiscalização prévia, que inundam os atacados e feiras da capital vendendo óleos refinados disfarçados de azeite virgem.
Auditores agropecuários reforçam que a valorização do produto nacional certificado é a blindagem mais eficiente contra o estelionato que atinge o prato da população: saber a origem do que se coloca na mesa e premiar quem produz com seriedade técnica é dever cívico e sanitário.
DADOS OFICIAIS:
- Pontuação Registrada: 100 pontos em 100 possíveis (nota máxima e unânime de todos os avaliadores técnicos).
- Concurso e Local: European International Olive Oil Competition (EIOOC) 2026, realizado no Château de Bossey, em Genebra (Suíça).
- Rótulo Campeão: Azeite Extravirgem Frantoio (safra 2026), da produtora Estância das Oliveiras — Viamão (RS).
- Concorrência Internacional: Mais de 200 marcas concorrentes de potências consagradas, incluindo Espanha, Itália, Grécia, França e Portugal.
- Reconhecimento Global: Com o troféu Best in Show, a marca amplia seu histórico superior a 250 premiações mundiais, consolidando o Brasil no ranking de elite do EVOO World Ranking.
O RIGOR DA LEI: O consumidor brasileiro merece respeito quando passa no caixa do supermercado. O azeite de oliva não é artigo supérfluo: é elemento de saúde, nutrição e tradição na culinária da família trabalhadora.
Enquanto a excelência gaúcha brilha e ganha o mundo sem pedir licença aos europeus, os órgãos de vigilância sanitária, o Ministério da Agricultura e o Procon-SP precisam agir com mão de ferro contra as quadrilhas da falsificação de azeite que lesam a economia popular nas prateleiras dos comércios paulistas.
A lei deve proteger o produto nacional legítimo e expurgar do mercado os fraudadores que usam garrafas bonitas para vender veneno e óleo descartável ao povo. O respeito ao cidadão começa pela transparência da gôndola e pela valorização da terra que gera riqueza limpa para o país.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o poder público deveria baratear impostos para massificar o consumo dos azeites nacionais premiados nas mesas paulistanas, ou continuaremos reféns de marcas duvidosas e fraudadas nas prateleiras dos supermercados?
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